Monte Castelo
Letra e música de Renato Russo, numa adaptação de “ I Coríntios 13″ e do “Soneto 11″ de Luíz Vaz de Camões.
Soneto 11
Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luis Vaz de Camões
A Casa
A Casa
Composição: Vinícius de Moraes
Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero
na rua dos bobos numero zero
O Cuitelinho
Esta é uma autêntica canção folclórica brasileira, foi recolhido por Paulo Vanzolini e Antônio Xandó e de autoria desconhecida.
Muitos cantores consagrados a gravaram, e entre eles constam:
Pena Branca e Xavantinho, Milton Nascimento,
Renato Teixeira, Almir Sater, Nara Leão,
Gilberto e Gilmar, entre outros.
CUITELINHO
Cheguei na beira do porto
Onde as ondas se espáia
As garça dá meia volta
E senta na beira da praia
E o cuitelinho não gosta
Que o botão de rosa caia, ai, ai, ai
Aí quando eu vim de minha terra
Despedi da parentaia
Eu entrei no Mato Grosso
Dei em terras paraguaia
Lá tinha revolução
Enfrentei fortes bataia, ai, ai, ai
A tua saudade corta
Como aço de navaia
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
Os óio se enche d`água
Que até a vista se atrapaia, ai, ai, ai
Othon Garcia
“Aprender a escrever é, em grande parte, se não principalmente, aprender a encontrar ideias e concactená-las, pois, assim como não é possível dar o que não se tem, não se pode transmitir o que a mente não criou ou não aprovisionou…” (Othon Garcia)
Dia Nacional da Leitura e a Semana Nacional da Leitura e da Literatura.
LEI N.º 11899, DE 8 DE JANEIRO DE 2009.
Institui o Dia Nacional da Leitura e a Semana Nacional da Leitura e da Literatura.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:
Art. 1.º São instituídos o Dia Nacional da Leitura e a Semana Nacional da Leitura e da Literatura, a serem anualmente celebrados, em todo o território nacional.
§ 1.º O Dia Nacional da Leitura será comemorado em 12 de outubro.
§ 2.º A Semana Nacional da Leitura e da Literatura será aquela em que recair o Dia Nacional da Leitura, nos termos do § 1o deste artigo.
Art. 2.º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 8 de janeiro de 2009; 188.º da Independência e 121.º da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Roberto Gomes do Nascimento
Por uma aprendizagem natural da escrita
Sem professor. Sem aula. Sem provas. Sem notas.
Sem computador. Sem dom. Sem queda. Sem inspiração.
Sem estresse!
Só tu.
Tu e tu. Tu e o texto. Tu e a folha em branco.
Que impassível espera ser preenchida, para entretecer contigo a teia de palavras que liga todas as dimensões de tua existência, nesta travessia de comunicação de ti para contigo, de ti para o outro.
Sem.
Só tu.
Com teu ritmo. Com tua pulsação. Com paixão.
Na aventura do cotidiano. De resgatar a memória.
De fecundar o presente. De gestar o futuro. Anunciando esperanças. Denunciando injustiças. In(en)formando o mundo com tua-vida-toda-linguagem.
Sem!
Levanta tua voz: em meio às desfigurações da existência, da sociedade, tu tens a palavra.
A tua palavra. Tua voz. E tua vez.
Gilberto Scarton
