Lucas e Luan – Horizonte Azul

Postado em Canções em Outubro 20, 2009 por ausec

Epitáfio

Postado em Canções em Julho 2, 2009 por ausec

Monte Castelo

Postado em Canções em Junho 18, 2009 por ausec

Letra e música de Renato Russo, numa adaptação de “ I Coríntios 13″ e do “Soneto 11″ de Luíz VAz de Camões.

Soneto 11

Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luis Vaz de Camões

A Casa

Postado em Canções em Junho 4, 2009 por ausec

A Casa

Composição: Vinícius de Moraes

Era uma casa muito engraçada

Não tinha teto, não tinha nada

Ninguém podia entrar nela, não

 Porque na casa não tinha chão

Ninguém podia dormir na rede

Porque na casa não tinha parede

Ninguém podia fazer pipi

Porque penico não tinha ali

Mas era feita com muito esmero

 na rua dos bobos numero zero

O Cuitelinho

Postado em Canções em Maio 28, 2009 por ausec

Esta é uma autêntica canção folclórica brasileira, 
foi recolhido por Paulo Vanzolini e Antônio Xandó 
e de autoria desconhecida . 
Muitos cantores consagrados a gravaram, e entre eles constam: 
Pena Branca e Xavantinho,Milton Nascimento, 
Renato Teixeira, Almir Sater, Nara Leão, 
Gilberto e Gilmar, entre outros.
 
CUITELINHO
Cheguei na beira do porto
Onde as ondas se espáia
As garça dá meia volta
E senta na beira da praia
E o cuitelinho não gosta
Que o botão de rosa caia, ai, ai, ai
 
Aí quando eu vim de minha terra
Despedi da parentaia
Eu entrei no Mato Grosso
Dei em terras paraguaia
Lá tinha revolução
Enfrentei fortes bataia, ai, ai, ai
 
A tua saudade corta
Como aço de navaia
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
Os óio se enche d`água
Que até a vista se atrapaia, ai, ai, ai

 

Três coisas na vida…

Postado em Atividades em Maio 10, 2009 por ausec

         Leitura reflexiva em equipes e socialização para as aulas dos dias 14 e 15 de maio.

             Três coisas na vida que depois de passarem não voltam

                1. Tempo

                2. Palavras

                3. Oportunidades

                 Três coisas que podem destruir uma pessoa

                1. Raiva

                2. Orgulho

                3.  Não perdoar

                 Três coisas que nunca devemos perder

                1. Esperança

                2. Paz

                3. Honestidade

                Três coisas que são valiosas

                1. Amor

                2. Familia e Amigos

                3.  Amabilidade

                Três coisas que nunca podem ser dadas como certas

                1. Fortuna

                2. Successo

                3. Sonhos

                Três coisas que fazem ser uma pessoa digna

                1. Devoção e compromisso

                2. Sinceridade

                3. Trabalho honesto

                Três   verdades constantes 

                 – Pai – Filho – Espirito Santo

                               (Autor desconhecido)

AFINIDADE

Postado em Atividades em Maio 4, 2009 por ausec

Texto para leitura, discussão e produção para as aulas dos dias 7 e 8 de maio.

Afinidade  não é o mais brilhante,
mas é o mais sutil, delicado e 
penetrante dos sentimentos.
Não importa o tempo, a ausência,
os adiantamentos,
a distância, 
as impossibilidades.
Quando há
afinidade,
qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa,
o afeto, no exato ponto
de onde foi interrompido.

Afinidade é não haver
tempo mediante a vida.
É a vitória do adivinhado sobre o real,
do subjetivo sobre o objetivo,
do permanente sobre o passageiro,
do básico sobre o superficial.

Ter afinidade é muito raro,
mas quando ela existe,
não precisa de códigos
verbais para se manifestar.
Ela existia antes do conhecimento,
erradia durante e permanece depois que as
pessoas deixam de estar juntas.

Afinidade é ficar longe,
pensando parecido a
respeito dos mesmos fatos que
impressionam, comovem, sensibilizam.

Afinidade é receber o que vem
de dentro com uma aceitação
anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com…
Nem sentir contra, sem sentir para.
Sentir com e não ter necessidade de
explicação do que está sentindo.
É olhar e perceber.

Afinidade é um sentimento singular,
discreto e independente.
Pode existir a quilômetros de distância,
mas é adivinhado na maneira de falar,
de escrever,
de andar,
de respirar…..

Afinidade é retomar a relação
no tempo em que parou.
Porque ele (tempo) e
ela (separação) nunca existiram.
Foi apenas a oportunidade dada (tirada)
pelo tempo para que a maturação
pudesse ocorrer e que cada
pessoa pudesse ser cada vez mais.

- Artur da Távola

Desaprendendo a Lição

Postado em Atividades em Abril 6, 2009 por ausec

Texto para leitura silenciosa, discussão em equipes e questões dirigidas.

Atividades para as aulas dos dias 09, 16 e 17 de abril.

Affonso Romano de Sant’anna

Há uma idade em que se ensina o que se sabe, mas em seguida vem outra idade em que se ensina o que não se sabe”. Esta frase de Roland Barthes é instigante. Desmistifica a prática usual do ensino. Por isto, ele continua seu pensamento afirmando que é preciso “desaprender”, “deixar trabalhar o imprevisível” até que surja a chamada “sapiência”, uma sensação de “nenhum poder, um pouco de saber”, mas com “o maior sabor possível”.

E num seminário em Paris, praticando a errância do saber, propôs aos alunos que o encontro na classe não tivesse tema pré-determinado. O desejo inconsciente do saber é que deveria aflorar o tema. Ali os alunos deveriam não apenas desejar saber, mas saber desejar. Desejar o saber é uma primeira etapa, mas saber desejar é refinada atitude. Entre um e outro vai a distância do canibal ao gourmet.

Como derivação das colocações de Barthes se poderia dizer: o professor pensa ensinar o que sabe, o que recolheu dos livros e da vida. Mas o aluno aprende do professor não necessariamente o que o outro quer ensinar, mas aquilo que quer aprender. Assim o aluno pode aprender o avesso ou o diferente do que o professor ensinou. Ou aquilo que o mestre nem sabe que ensinou, mas o aluno reteve. O professor, por isto, ensina também o que não quer, algo de que não se dá conta e passa silenciosamente pelos gestos e paredes da sala.

É, aliás, a mesma história que se dá com o texto. O autor se propõe a dizer uma coisa, mas o leitor constrói sua leitura segundo suas carências e iluminações. Por isto se equivocou Jacques Derridá ao dizer que o texto escrito segue livre sem paternidade, enquanto o discurso oral é tutelado pelo orador. O orador também não controla seu discurso, pelo simples fato de estar presente. A palavra ao ser pronunciada já não nos pertence. O orador é falado pelo seu discurso. Fala-se o que se pensa que se sabe, ouve-se o que se pensa que foi pronunciado. O sentido é construído a muitas vozes e ouvidos, harmonicamente. Tinha razão o polifônico Sócrates: “A verdade não está com os homens, mas entre os homens”.

Repitamos a frase de Barthes: “Há uma idade em que se ensina o que se sabe, mas em seguida vem outra idade em que se ensina o que não se sabe”. E adicionemos o seguinte raciocínio: em geral pensa-se que o professor é aquele que “fala”, que preenche com seu encachoeirado discurso uma aula de 50 minutos ou um seminário de três horas. Este é um conceito de ensino como uma atividade “oracular” da parte do mestre, que se complementa numa passividade “auricular” da parte do aluno. Contudo, assim como o espaço em branco é importante no poema, assim como a pausa organiza a música, o saber pode brotar do silêncio. O jorro contínuo de palavras pode ostentar apenas ansiedade. O conhecimento pode se instalar no entreato. O silêncio também fala. É isto que se aprende durante as ditaduras. E, por outro lado, durante as democracias se aprende que o discurso nem sempre diz.

Portanto, à audácia de desaprender o aprendido soma-se a astúcia do silêncio. No princípio era o Verbo. A construção do silêncio exige muitas palavras. O escritor, por exemplo, constrói uma casa de palavras para ouvir seu silêncio interior.
Comecei falando em Barthes. E aquela frase inicial dele remete não só para a questão do “saber” e do “sabor”, mas do “saber” e do “poder”. Na verdade enriquece-se o saber combatendo-se o poder que ele aparenta. E uma forma de incrementar o poder é o “perder”. Assim, o melhor professor seria aquele que não detém o poder e nem o saber, mas que está disposto a perder o poder, para fazer emergir o saber múltiplo. Nesse caso, perder é uma forma de ganhar e o saber é recomeçar.

E para terminar, nada melhor que uma frase de outro desconstrutor de verdades, que é Guimarães Rosa: “Mestre não é quem ensina, mas aquele que, de repente, aprende”.

 

Othon Garcia

Postado em Educação em Março 31, 2009 por ausec

“Aprender a escrever é, em grande parte, se não principalmente, aprender a encontrar ideias e concactená-las, pois, assim como não é possível dar o que não se tem, não se pode transmitir o que a mente não criou ou não aprovisionou…” (Othon Garcia)

 

 

Dia Nacional da Leitura e a Semana Nacional da Leitura e da Literatura.

Postado em Legislação em Março 30, 2009 por ausec

LEI N.º 11899, DE 8 DE JANEIRO DE 2009.


Institui o Dia Nacional da Leitura e a Semana Nacional da Leitura e da Literatura.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

Art. 1.º São instituídos o Dia Nacional da Leitura e a Semana Nacional da Leitura e da Literatura, a serem anualmente celebrados, em todo o território nacional.

§ 1.º O Dia Nacional da Leitura será comemorado em 12 de outubro.

§ 2.º A Semana Nacional da Leitura e da Literatura será aquela em que recair o Dia Nacional da Leitura, nos termos do § 1o deste artigo.

Art. 2.º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 8 de janeiro de 2009; 188.º da Independência e 121.º da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Roberto Gomes do Nascimento